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O combustível está entre os recursos que mais exigem atenção na rotina de uma mineradora. Caminhões, carregadeiras, escavadeiras e outros equipamentos dependem dele para manter a operação ativa.
Por isso, controlar apenas o total comprado no mês não basta. A gestão precisa saber quanto cada equipamento consumiu, quando abasteceu e se esse consumo combina com sua utilização.
Quando a empresa compara abastecimentos, horas trabalhadas, produtividade e histórico do ativo, ela transforma o combustível em uma fonte importante de informação.
1. O controle precisa começar no abastecimento
A gestão deve registrar cada abastecimento com identificação clara. Sem isso, a empresa sabe quanto combustível saiu do tanque, mas não consegue explicar com precisão onde utilizou cada litro.
Entre os principais dados que devem acompanhar cada abastecimento, estão:
- equipamento ou veículo;
- quantidade, data, horário e responsável;
- horímetro ou quilometragem;
- ponto de abastecimento e centro de custo.
Dessa forma, a empresa associa cada consumo ao ativo correto. Além disso, cria um histórico que facilita comparações e investigações futuras.
2. Consumo total não mostra toda a realidade
Um equipamento pode consumir mais combustível porque trabalhou mais horas ou movimentou um volume maior. Portanto, consumo elevado não significa, sozinho, desperdício.
A gestão deve relacionar litros consumidos com horas produtivas, tempo ocioso, distância percorrida e produção. Assim, consegue analisar cada equipamento dentro do seu contexto.
A Caterpillar destaca que a telemetria combina consumo, utilização e tempo em marcha lenta. Dessa maneira, gestores conseguem comparar eficiência e uso com mais precisão.
3. Tempo ocioso pode esconder desperdícios
Máquinas ligadas sem produzir continuam consumindo combustível. Entretanto, esse gasto pode passar despercebido quando a empresa acompanha apenas o total abastecido.
A telemetria permite separar tempo produtivo de tempo ocioso. Com isso, a gestão identifica equipamentos que permanecem ligados sem entregar atividade proporcional.
A Caterpillar também aponta a marcha lenta como um fator relevante de consumo. Portanto, reduzir períodos ociosos pode contribuir diretamente para melhorar a eficiência da frota.
4. Desvios aparecem quando existe um padrão
A empresa só consegue identificar um desvio quando possui uma referência. Por isso, deve criar padrões de consumo por equipamento, período, turno ou tipo de operação.
Se um ativo aumenta o consumo sem elevar a produtividade, por exemplo, a gestão pode investigar manutenção, operação inadequada, vazamentos ou falhas de registro.
Consequentemente, o histórico ajuda a localizar anomalias antes que elas se transformem em custos recorrentes no fechamento do mês.
5. Combustível também pode revelar falhas de manutenção
Nem todo aumento de consumo nasce no abastecimento. Em alguns casos, problemas mecânicos ou condições inadequadas de uso reduzem a eficiência do equipamento.
Por isso, a gestão deve analisar combustível, manutenção e desempenho em conjunto. Filtros, desgaste de componentes e falhas operacionais podem alterar o consumo.
A BLTEC relaciona consumo, manutenção, despesas e produtividade na gestão de frota. Assim, a mineradora entende melhor o custo e o comportamento de cada ativo.
6. O estoque de combustível também exige controle
Além do consumo por equipamento, a empresa precisa acompanhar o combustível armazenado. Entradas, abastecimentos e saldo devem formar uma movimentação coerente.
No Brasil, a ANP estabelece regras para pontos de abastecimento. Instalações com capacidade total igual ou superior a 15 m³ precisam atender às exigências de autorização.
Além disso, boas práticas de armazenamento ajudam a preservar a qualidade do diesel. Portanto, controle operacional e cuidado com o produto precisam caminhar juntos.
7. Indicadores ajudam a encontrar os maiores desvios
Quando a empresa organiza os registros, ela consegue ir além do total de litros e analisar eficiência, comportamento e custo.
Alguns indicadores úteis incluem:
- litros consumidos por equipamento;
- consumo por hora ou quilômetro;
- consumo em relação à produção;
- tempo ocioso versus tempo produtivo;
- custo por ativo ou centro de custo.
Assim, a gestão compara equipamentos semelhantes e identifica mudanças de comportamento antes que elas gerem impactos maiores.
8. Telemetria e ERP ampliam a análise
A telemetria fornece dados sobre horas, localização, consumo e utilização. Entretanto, essas informações ganham mais valor quando o ERP também recebe e organiza esses registros.
O sistema pode relacionar combustível com manutenção, produção, despesas e centros de custo. Dessa forma, o dado operacional também passa a apoiar a análise financeira.
Hoje, plataformas conectadas já combinam consumo, horas e produtividade. Portanto, integrar essas informações ajuda a mineradora a enxergar o desempenho com mais clareza.
9. Como estruturar um bom controle de combustível
Antes de criar relatórios avançados, a mineradora precisa garantir registros padronizados. Cada abastecimento deve indicar equipamento, quantidade, responsável e horímetro.
Também vale acompanhar:
- diferenças entre consumo esperado e realizado;
- equipamentos com aumento repentino de consumo;
- períodos excessivos de marcha lenta;
- divergências entre estoque e abastecimentos;
- custo de combustível por equipamento.
Depois disso, a gestão pode definir metas, limites e alertas. Assim, identifica problemas durante a operação, e não apenas quando o custo já aumentou.
10. O papel da BLTEC nesse cenário
A BLTEC permite acompanhar consumo e despesas de combustível por máquinas, equipamentos e veículos dentro da gestão de frota.
Além disso, o sistema reúne informações de manutenção, paradas e desempenho no histórico do ativo. Dessa maneira, a gestão consegue analisar cada equipamento de forma mais completa.
Com os dados centralizados, a mineradora identifica padrões, compara equipamentos e transforma o combustível em um indicador estratégico para decisões operacionais.
Conclusão
Controlar combustível não significa apenas registrar quantos litros entraram e saíram do tanque. A gestão precisa entender onde, quando e por que cada equipamento consumiu esse recurso.
Quando a mineradora conecta abastecimento, utilização, produção e manutenção, ela identifica desvios com mais rapidez e compreende melhor o custo dos ativos.
Portanto, transformar dados de combustível em indicadores ajuda a reduzir desperdícios, melhorar o desempenho da frota e aumentar o controle sobre a operação.
Redação BLTEC
Referências
- Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Ponto de abastecimento e Resolução ANP nº 939/2023.
- Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Orientações sobre armazenamento e qualidade do óleo diesel.
- BLTEC. Gestão de Frota: controle de consumo, despesas, manutenção e produtividade.
- Caterpillar. Fuel Consumption, Fluid Inspection and Analysis.
- Caterpillar. VisionLink Productivity.
- Caterpillar. 5 Questions When You’re Serious About Improving Fuel Efficiency.
- Caterpillar. Get The Facts About Mixed-Fleet Equipment Management.